quinta-feira, 24 de novembro de 2005

Porque a dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional...*

(...)
Miss Lexotan diz:
Sei que estou feliz, e pronto.
Miss Lexotan diz:
Deus sabe o que faz e eu cansei de questionar as coisas. Tenho problemas mais sérios do que uma piveta de 16 anos que ainda vai se arrepender de ser vagabunda.
Miss Lexotan diz:
Tenho me achado muito bem, sorrio boa parte do tempo, estou numa paz de espírito tão grande que me dá medo.
Amigo B.* diz:
:D
Miss Lexotan diz:
E sim, estou sendo sincera.
Miss Lexotan diz:
Cansei de procurar dor, sofrimento. Se eu não aprendo a lidar com certos sentimentos não vai ser me machucando que eu vou aprender.
Miss Lexotan diz:
Melhor dar tempo ao tempo. Com o tempo eu vou aprendendo.
Miss Lexotan diz:
Vai ser assim com minha família, vai ser assim com Adriano. Vai ser assim principalmente comigo.
Amigo B.* diz:
as vezes eu tentava falar isso, mas cada um sabe onde dói e só a gente sabe como fazer parar de doer.
Miss Lexotan diz:
Eu ainda não sei como resolver muitas coisas.
Miss Lexotan diz:
MAs não vai ser me machucando com elas que eu vou aprender.
Miss Lexotan diz:
E sem contar que muitos dos meus medos, carências, e afins são coisas que vem de muito tempo, eu só preciso finalmente tirar o que foi útil disso tudo, e guardar o resto. Eu fui triste, eu fui maltratada, eu fui humilhada, eu passei necessidades. Hoje, eu não preciso mais.
Miss Lexotan diz:
Não dá pra viver como vítima a vida toda.
Miss Lexotan diz:
E sei que ainda vou acordar muitos dias com o coração pequeno, ainda vou ver muitas coisas que me remetam ao meu passado, sei que ainda vai doer algumas vezes. Mas a escolha é minha, e eu não quero mais ser infeliz por causa disso.

enviada por Miss Lexotan 6mg às 08:57 AM
(1 comentários)

quarta-feira, 16 de novembro de 2005

E então eu voltei.

De Tel Aviv faz tempo...

E aí eu voltei pra minha vida e sinto uma urgência enorme de falar, de sentir, de viver, de correr, de amar, e viver como se hoje fosse meu último dia.

E aí que eu voltei de viagem e tentei começar tudo de novo. De repente, eu nào cabia mais no meu disfarce, era uma estranha em mim.

De repente meu coração apertou tanto, tanto, e eu quis muito aquele homem de volta pra mim. E voltamos. Honestos que fomos, não prometemos mudança: sou o que sou, qualidades e defeitos incluídos no pacote.

Mas eu não sou eu quando estou com ele. Ou vai ver, não sou eu quando não estou.

A felicidade fica tão simples, fica tão boba quanto um beijo estalado na bochecha, aquele cheiro gostoso nas costas tão largas ou um sorriso com uma cumplicidade gostosa, quando ng precisa dizer pq os ventos gritam por si só.

Tenho tanto medo dessa felicidade clandestina, tanto medo pq ela só dura pouco tempo e já já eu perco o controle.


Nesse meio tempo, mudei muito como pessoa, virei aficcionada por exercícios, odiei as pessoas de coração, tentei começar relacionamentos, tentei reaver amizades, fui ali, pro outro lado do oceano.

No fim, dormi dizendo em pensamento o quanto ele me era especial (sim, ele não precisa saber, ele não quer saber), odiando a nova fantasia de Miss* que inventei e querendo outra vida toda nova.

No meio disso, cheetos, pringles, frutas, chocolates, biscoitos, sonhos, pão doce e suco de pêssego - light.

Ok, eu confesso. Não estou muito bem hoje, minha cabeça dói e minhas idéias não se conectam.

Bom dia.

Re, estou de volta.


enviada por Miss Lexotan 6mg às 10:01 AM
(5 comentários)