sexta-feira, 25 de fevereiro de 2005
Encerrando um ciclo
Eu normalmente não gosto dos textos do Paulo Coelho, mas esse é um caso a se pensar.
ENCERRANDO UM CICLO
(PAULO COELHO)
Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final.
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos - não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já acabaram..
Foi despedido do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais?
Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu.
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó.
Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos; seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado. Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora.
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração - e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor.
Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará.
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.
Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é."
Tem um monte de coisa acontecendo e eu tenho mil motivos pra me chatear.
Ma meu sobrinho que nasceu prematuro semana passada foi pra casa ontem e eu recebi as fotos mais lindas, ele sorrindo e tudo mais.
E agora eu não consigo parar de olhar e babar.
É muito estranho, pq minha irmã mora do outro lado do mundo e nem tenho idéia de quando irei conhecê-lo pessoalmente.
Mas quer saber?
Ele sorriu. E isso me basta.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2005
Curtas - Parte III
Desde que comecei a malhar, alterei algumas coisas na dieta.
Na última avaliação, o instrutor resolveu que faltava fibra e proteína.
Passei então a comer 3 claras de ovos cozidas quando chego da academia (eca)
Mas ontem eu tive uma surpresa...
Tive um pintinho dentro. E era grandinho. Eca.
Morri de nojo de comer as outras duas...
Curtas - Parte II
Já fazia muito tempo que eu não tinha uma síndrome de Amélia pra limpar a casa as 7 da manhã.
Mas ontem quando fui dormir, voltei pra desligar a luz da sala e senti uma murrinha de cachorro...
Sem chance. Casa com murrinha não!!! Hoje não deu tempo de passar o higienizante e o perfuminho nele (coitado, quando eu estava de férias da faculdade ele era escovado 3x ao dia .. agora está a mais de 3 dias sem ver escova)...
Aí hoje as sete da manhã resolvi levantar pra varrer e passar um pano na casa.
Mas o que eu queria mesmo era faxineira uma vez por semana... mas por enquanto meus reais não cobrem.
Momento fútil mulherzinha: alguém sabe alguma coisa pra perfumar a casa? Tem na Contem 1g, mas achei carinho ...
Alguém tem alguma receita, sei lá?
Eu gostava do cheiro do Sanol pra cachorro, mas 1 - não tenho mais tempo de passar no chão diariamente 2 - meu nariz acostumou, eu acho...
UPDATE: Obrigada pelas dicas, mas na verdade eu queria aquelas coisas aromáticas pra espirrar no travesseiro, no ar, no sofá, nas cortinas... Sabe como ?
Curtas - Parte I
Faz mais ou menos um ano que me mudei pra minha casa.
Quando eu fui ver o apartamento, tinha uma barata morta lá. Mas tudo bem, podia ter entrado pelo encanamento da máquina de lavar, que estava destampado. Fechei o cano e tudo certo.
Quando comprei meu sofá, ele veio com um ninho de baratinhas minúsculas, que eu exterminei logo. Tudo certo...
Mas ontem, meia noite e tanta quando cheguei da academia, encontrei dois exemplares criadíssimos, gordos, horríveis.
Uma eu matei com meu channel preto de fivelinha maravilhoso. A outra escondeu dentro da minha balança, motivo pelo qual esta dormiu na varanda (e está lá até agora).
Em um ano eu nunca convivi com esses bichos.
Vedei os ralos que podia, mas vou dedetizar a casa. Sem chance conviver com esses bichos nojentos!
Aaaaarght.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2005
Eu queria a minha vida de volta.
A que era ruim mas eu estava acostumada a ter.
Já faz um ano que estou nessa
E ainda não me acostumei.
Nem vou.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2005
Dessa vez, foi a Chapeira
Durante anos fui presa no outro, nos outros, na outra pessoa, no sujeito que vai se chatear, na sensação horrível que sentia quando precisava demonstrar o MEU descontetamento. Durante anos tudo que me acontecia era um suador danado toda vez que era preciso despejar uma verdade, toda vez que era preciso dizer como EU me sentia.
Não que eu fosse uma espécie de mártir, de santa, nem nada disso. Ao contrário, sempre fui tinhosa, geniosa e muitos outros "osa" mas mesmo assim ainda me sentia presa no sentimento dos outros, no "não falar para não magoar". E, ironicamente, no caminho contrário eu mesma nunca fui poupada de ser magoada, nem quando isso teria sido tão fácil para outras pessoas.
Me desvencilhar dessa culpa invisível não foi fácil e agora entrei num caminho sem volta, e vou muito bem, obrigado.
Espero que eu também consiga abandonar isso tudo ... :(
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2005
A propósito, o A. não viajou no Carnaval, portanto, ele sobreviveu.
Nós sobrevivemos, só não sei até quando.
E o Agente Animador, pra quem lembra, andou me procurando esses dias.
Mas eu quero problemas novos, os novos eu encaro. Velhos é que eu não quero mais pra mim.
"Nobody knows it... but you've got a secret smile...
And you use it only for me ..."
You've got MY secret smile.
And I use it only for you.
But you...
Mais palavras dos outros.
Dessa vez, um fotolog, da Mikaaa (tb não conheço ... )
Eu não sou totalmente imune ao orgulho e ele meio que encontrou um cantinho em mim. Mas é um “orgulho” no sentido de se respeitar e saber o que é bom ou não é. E tratando-se de sentimentos, o meu se tornou maduro o suficiente pra entender que certas coisas não dependem só da nossa boa vontade.. além de aprender mais uma vez que não dá pra controlar os sentimentos dos outros. De repente a “conformação” virou uma grande aliada (logo ela que eu sempre detestei tanto..).
Espero que esse dia chegue pra mim tb.
E logo...
terça-feira, 15 de fevereiro de 2005
A verdade é que estou uma ostra esses dias.
Não consigo me abrir pra contar nada.